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Loucuras da Solidão
por Bruna Eugênia Sardeiro Pereira, publicado em 15/09/2009

Só, novamente só.

A cólera rasgando a garganta, sufocando o grito, forçando o choro;

Apagando o sorriso que vale ouro.

Não sei em quem pensar, nem sei quem pensa em mim;

Sei que não quero passar minha vida vivendo assim.

Muitas angustias já senti, meus suspiros são pesados e têm cheiro de dor;

Ah se eu encontrasse por aí, alguém que só me desse amor.

Às vezes me pego olhando a lua, tão bela e isolada;

Com ela me caracterizo, rodeada de brilho e muito admirada.

Mas para quê tudo isso, se sinto-me ofuscada?!?

Quando penso que o ódio, a saudade e a dor se acabaram;

Olho-me no espelho sem desespero e, percebo que foram as lágrimas que secaram.

Digo-me para sair da escuridão, é tolice sofrer assim;

Logo Eu, que sou íntima da solidão!

Sinto-me patética ante mim mesma;

Mostro-me tão corajosa e sorridente;

Mas temo minha fiel companheira, a tristeza.

Sei que não há dor mais dolorosa;

Nem inércia mais morta, que quando estou só;

Sentindo que comigo ninguém se importa.

Quero me mostrar, quero me fazer notar;

Quero voar dentre as ondas do mar, nas nuvens do céu mergulhar.

Transformar a saudade em lembrança, a ilusão em esperança.

Enlouquecer a sanidade dos outros, tornando assim sãos os loucos.

A inocente tolice admirar, a insolente sabedoria detestar.

Conversar com bruxas e duendes, mas mostrar que não sou demente.

Por fim, constatar que areia é pó;

E que todo poeta sofre é por ser só!!!

 

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