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COLCHA DE RETALHOS, RECHEADA DE TESSITURAS...
por Salvador Barletta Nery e Oziel de Pontes, publicado em 07/08/2009

A educação, a teia do pensar, o humao e fios que tecem vidas, em partículas da internet, através do ato de questionar.

Por Salvador Barletta Nerye Oziel de Pontes*

OBSERVAÇÃO: o texto está em cores seguindo a idéia da colcha de retalhos, de fragmentos de um pensar a dois. Busca a contribuição do leitor junto com este colorido textual, para que ele seja um texto coletivo. A colcha é o próprio ato educativo, em busca de respostas, a um questionar sempre vivo dentro de nós educadores.

VIA MSN DOIS EDUCADORES, UM EM GUARULHOS E OUTRO EM APIAÍ - SP, TECEM UM PENSAR FILOSÓFICO SOBRE O ATO DE EDUCAR. A CADA DIÁLOGO TRAVADO, UMA PAUSA DE REFLEXÃO. A CADA REFLEXÃO, UMA COSTURA DE PALAVRAS EM BUSCA DE UM BORDADO COM ÊNFASE NO PENSAR FILOSÓFICO. AMBOS COSTURARAM PALAVRAS E NA REDE (SEM AUTORIZAÇÃO) BUSCARAM EXPLICAÇÕES, PARA UM PENSAR REFLEXIVO.

DEIXAM NO AR OS PRIMEIROS QUESTIONAMENTOS:

- COMO TECER UM PENSAR EDUCATIVO SE MUITOS EDUCADORES NÃO COSTURAM, BORDAM, CHILIAM UM PENSAR SOBRE A VIDA?

- O QUE SERIA DE NÓS, HOMENS E MULHERES, QUE TECEM TODOS OS DIAS PALAVRAS PARA CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS, SE NÃO PARARMOS PARA PENSAR SOBRE A VIDA, MESMO QUE SEJA EM FORMA DE COSTURAS POÉTICAS, PELO FATO DE ALIMENTAR UM PENSAR EM BUSCA DE ENTENDER O QUE SOMOS O QUE FAZEMOS? E QUAIS SÃO, DE FATO, OS CAMINHOS PARA O SABER?

- SERÁ O HOMEM UM ANIMAL METAFÍSICO, INCAPAZ DE REALIZAR QUASE SEMPRE O ATO DE QUESTIONAR?

EIS O QUESTIONAR VIA MSN. EIS AS REFLEXÕES. EIS OS RECORTES NECESSÁRIOS. EIS AQUELES TEXTOS DA INTERNET QUE COMPLEMENTAM ESTE QUESTIONAR. EIS UMA COLCHA DE RETALHOS EM BUSCA DE LINHAS, DEDAL, ENERGIA, ZIGUE-ZAGUES, PREGAS, BOTÕES, ACABAMENTOS, BORDADOS...

PAUSA...

(...) aprender a filosofar só pode ser feito estabelecendo um diálogo crítico com a filosofia. Do que resulta que se aprende a filosofar aprendendo filosofia de um modo crítico, quer dizer, que o desenvolvimento dos talentos filosóficos de cada um se realiza pondo-os à prova na atividade de compreender e criticar com a maior seriedade a filosofia do passado ou do presente (...). Kant não é um formalista que preconiza que se deve aprender um método no vazio ou uma forma sem conteúdo; tampouco se segue que Kant tivesse avalizado a idéia de que é necessário lançar-se a filosofar sem mais nem muito menos a idéia de que os estudantes deveriam ser impulsionados a 'pensar por si mesmos', sem necessidade de se esforçar na compreensão crítica da filosofia, de seus conceitos, de seus problemas, de suas teorias etc. (Obiols, 2002, p. 77)

Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32622004000300004.Cad. CEDES vol.24 no.64  Campinas Sept./Dec. 2004. 

Salvador diz:

NAS LINHAS QUE COSTURAM VIDAS EXISTEM BORDADOS QUE SE PARTEM, E NOVOS BORDADOS GANHAM CORTONOS E CORES, E A CADA ZIGUE-ZAGUE, SONHOS VÃO SENDO CONSTRUÍDOS, NOVOS DESTINOS VÃO SURGINDO E UMA BELA COSTURA TOMA DIMENSÕES...

Relação entre o ato de ensinar (A COSTURA), a consciência do educador (O BORDAR), a construção de paradigmas (CONTORNOS E CORES), novas leituras de vida (O ZIGUE-ZAGUE) em busca de entender o contexto (TOMADA DE DIMENSÕES).

Reflexão ...

Saviani (1995, p. 17) diz:

O trabalho educativo é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens. Assim, o objeto da educação diz respeito, de um lado, à identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos indivíduos da espécie humana para que eles se tornem humanos e, de outro lado e concomitantemente, à descoberta das formas mais adequadas para atingir esse objetivo. Fonte: Cad. CEDES v.19 n.44  Campinas Abr. 1998.

PROF. OZZY diz:

Nossa! Essa costura tem um nome...

E cada um pode usar o nome que quiser.

Refere-se à costura (ponto de mutação - entre o pensar e o agir - humano)

Salvador diz:

DEPENDE SEMPRE DE QUEM PILOTA A MÁQUINA, DA SUTILEZA DOS DETALHES, DOS FRAGMENTOS DA ALMA, DAS LINHAS CRUZADAS E ÀS VEZES OPOSTAS... NOMES NÃO SÃO SUBSTITUIVÉIS, POIS CADA UM É UMA COSTURA, É UM ALINHAVO.

EM MEIO A OLHARES E COSTURAS, ÀS VEZES PINTA NO MEIO DO CAMINHO UM DEDAL...

PROF. OZZY diz:

Por isso cada um pode dar um nome especial a essa trama que se forma, mas o cuidado deve existir pra que não fique apenas no alinhavo e sim seja muito bem costurado, para não correr o risco de descosturar com o tempo. Mas o dedal é necessário pra não machucar os dedos daqueles que costuram...

Salvador diz:

O ALINHAVO É O SONHO, A COSTURA É A ESSÊNCIA. ÀS VEZES É MELHOR CORRER O RISCO DE IR ALINHAVANDO, DO QUE NEM SE QUER PENSAR NA COSTURA. MESMO QUE O DEDAL TEIME EM NÃO APARECER, OS MACHUCADOS SÃO NECESSÁRIOS, PARA QUE POSSAMOS PROSSEGUIR A VIDA E PERMITIR NOVAS POSSIBILIDADES DE VOLTAR A ALINHAVAR NOVOS SONHOS E DESEJOS.

PROF. OZZY diz:

Então se alinhavos são sonhos, as costuras deverão então ser as realidades. Essas sim nos machucam e, agora sim, precisa-se do dedal.

Salvador diz:

ÀS VEZES PERDEMOS A COSTURA E NOVAS COSTURAS SURGEM NO AMANHECER. ÀS VEZES O TEMPO DE CADA MÁQUINA OU DE CADA PEDAL NÃO É O MESMO. ÀS VEZES AS LINHAS NÃO POSSUEM AS MESMAS CORES. E NEM SEMPRE EXERGAMOS AS VERDADEIRAS NUANCES...

NUMA COSTURA O REAL TORNA-SE IRREAL, O IMAGINÁRIO POSSÍVEL, O DESEJO É, OU NÃO, PROSSEGUIR COM A COSTURA, OU ENTÃO VOLTAR A PEDALAR E CONSTRUIR UM NOVO TECIDO...

PROF. OZZY diz:

E dependendo da máquina de costurar ela não funciona sem energia...

Reflexão...

Ao longo do século XIX muitas águas vão correr nessa perspectiva, seja no sentido de ampliar o espectro do conhecimento na direção de uma filosofia da vida, tentado reintegrar o indivíduo às potências fundadoras do elã vital, caminho sugerido e ação perpetrada por Dilthey, seja circunscrevendo a possibilidade do conhecimento dentro dos limites instauradores da Vontade, fonte originário de todo o Universo e até mesmo de todos os centros de representação, ou seja, os próprios homens, como quis Schopenhauer, seja, por último, declarando taxativamente que o sujeito não passa de uma ficção, como fez Nietzsche, radicalizando a proposição inicial e conduzindo-a, a marteladas, ao limite do paroxismo.

Salvador diz:

A ENERGIA ESTÁ NOS OLHOS ATENTOS DOS QUE NÃO ENXERGAM. NO ESCUTAR SILENCIOSO DAQUELES QUE NÃO OUVEM. NO INTERNO DOS FRAGMENTOS - COSTURAS/PALAVRAS QUE FAZ ZIGUE-ZAGUE...

PROF. OZZY diz:

Então a energia pra fazer essa máquina funcionar está nos sonhos, esses sim movem qualquer máquina.

Salvador diz:

E TEIMAM EM FAZER POESIAS... E AO SE ROMPER, NOVAS COSTURAS SE FAZEM PRESENTES PARA QUE A ENERGIA POSSA FLUIR.

PROF. OZZY diz:

Quando uma costura se desfaz, novas são feitas... Pra não romper a trama do tecido.

Salvador diz:

ÀS VEZES É NECESSÁRIO QUE SE ROMPA... POIS TALVEZ SEJA A HORA DE TECER UMA NOVA TRAMA.

PROF. OZZY diz:

É vero...

Salvador diz:

DE COMPOR NOVAS LINHAS, DE TRANÇAR NOVOS DESTINOS.

PROF. OZZY diz:

Aí novas tramas vão se formando pra dar vida a um novo tecido.

Salvador diz:

AGORA SIM FALA-SE EM ENERGIAS.

PROF. OZZY diz:

Esse tecido é o destino, cheio de entremeios...

Salvador diz:

O DESTINO É A MÃO DA COSTURA. PODE ACONTECER DE O ALINHAVO ESTAR NO LUGAR ERRADO. À HORA DE FAZÊ-LO ESTAVA EM OUTRO TEMPO, DAÍ OS ENTREMEIOS, ENTRE A ALMA E O DESEJO. E NEM DEDAL É CAPAZ DE SEGURAR.

PROF. OZZY diz:

Então se joga dedal fora e que venha o sofrimento, as dores, o tecido rasgado, despedaçado...

Salvador diz:

ROMPEM-SE AS COSTURAS E BUSCAM-SE NOVAS TRAMAS. O QUE VALE É A ESSÊNCIA DO TECIDO. CADA FRAGMENTO DE TECIDO TEM UMA HISTÓRIA, UMAS MAIS RICAS, OUTRAS MAIS SOFRIDAS, OUTRAS PRECISANDO DE REPAROS. ENTÃO APENAS SE ESQUECE PARA SEMPRE, NO FUNDO DE UMA LEMBRANÇA QUALQUER.

CADA PEDAÇO OU DESPEDAÇO, SÓ GANHAM CONTORNO E VIDA, QUANDO EXISTE O PENSAR (ALINHAVAR), O TENTAR (PENSAR EM COSTURAR), E O BORDAR (SABER POR QUE COSTURA). FAZER DO VELHO SEMPRE NOVO, SÓ DEPENDE DA IMPORTÂNCIA QUE SE DÁ A CADA TECIDO.

PROF. OZZY diz:

Todo tecido se rompe/rasga. Acredite ou não, isso é natural... No entanto a idéia de perder um pedaço do tecido é que nos enche de medo.

Reflexão 01...

"O homem - os homens em geral e cada homem em particular - é uma ruptura na continuidade do mundo natural. Inserido neste e sem poder existir fora dele, parte do mundo e submetido a suas injunções, continuando-o como ser biológico que é e não pode deixar de ser (o que afasta de nossas cogitações quaisquer veleidades de pensar o seu espírito como algo pertencente a um outra 'ordem', extra-natural (9), o homem, contudo, só atinge o seu estatuto espiritual à medida que se reconhece distinto do mundo e dele se separa, num ato certamente doloroso, tão doloroso que, provavelmente, é o fundamento da noção de 'queda' ou de 'pecado', que encontramos persistentemente no pensamento arcaico e que continua a obcecar o homem de todos os tempos (...) eliminar essa ruptura, essa divisão, recuperar a unidade caracterizada pela indiferenciação - eliminando-se a consciência de si e, com ela, as decisões, o risco, o desconhecido, a insegurança, o medo, com o retorno ao 'todo primordial' - é uma tentação que freqüenta o homem arcaico e continua a rondar o homem 'civilizado'. Sylvio Roque de G.Horta(Doutorando da FEUSP) Fonte: http://www.hottopos.com/mirand2/totalita.htm

Pausa...

Reflexão 02...

Hegel define o mundo material como uma objetivação do Espírito e a Natureza como uma contrafação finita do infinito que rebate luz sobre ela fornecendo-lhe o seu contorno específico, ou quando entende história humana como um processo de reencontro da consciência consigo mesma, quando ela, despida de toda a exterioridade, possa enfim descansar imersa na pureza de sua centralidade, e onde a disputa dialética do para si que incorpora o em si e o transforma mediante a ação do trabalho finalmente cessa, transfigurada, creio que tenha em mente justamente um projeto crítico, mas aplicado ao plano da filosofia da história, e, por mais que em vão se queira negar, revestido de toda a sorte de teleologias escatológicas.

Fonte: Relatos da origem: o pensamento de Vicente Ferreira da Silva - Rodrigo Petrônio. http://www.revista.agulha.nom.br/ag37silva.htm

Salvador diz:

PERDEM-SE PEDAÇOS E FICA APENAS A IDÉIA DO ALINHAVO, POIS O QUE JÁ ESTÁ PERDIDO É PORQUE O MEDO É MAIOR E O DESTINO NÃO QUER O ENCONTRO DESSAS COSTURAS. ENTÃO CADA UM É IDEALIZADOR DO SEU PENSAR, DO SEU CONSTRUIR...

Salvador diz:

BUSCA NOVO TECIDO PARA RECOMPOR A ALMA, MAS NÃO DA MESMA MANEIRA, POIS SE TRATA DE UM NOVO FRAGMENTO, UM NOVO TECIDO.

PROF. OZZY diz:

Nenhum pedaço é igual ao outro, são fragmentos, moléculas e átomos diferentes, idéias e ideais diferentes, mas tudo se junta pra organizar algo bem mais gracioso e harmonioso. E é essa harmonia que faz a vida acontecer.

Reflexão...

A complexidade da vida é muito grande. A realidade, multifacetada, vacila. Há românticos e clássicos. A música, a religião, o dia-a-dia, são dimensões que são afetadas pelas teorias, pelas políticas, mas por mais que o homem acredite em suas teorias científicas que fazem do outro apenas moléculas, a realidade, por ser real, persiste e ele acaba vivendo como pessoa e com pessoas. Ao ouvir a batida na porta pergunta "quem é?" e não "o que é?". Sabe a diferença entre "nada" e "ninguém" como nos lembra Julián Marías. Mas, aos poucos, essas teorias, espécie de terrorismo de laboratório, vão tendo seu efeito e colaboram para uma degradação das relações humanas. Sylvio Roque de G.Horta (Doutorando da FEUSP).

 Fonte:  http://www.hottopos.com/mirand2/totalita.htm

Salvador diz:

SE JUNTA, ROMPE-SE, HARMONIZA-SE, FLUI, OU SIMPLESMENTE GUARDA-SE COMO ALGO GRANDIOSO. COMO ALGO DE FRAGMENTOS E PARTÍCULAS QUE FIZERAM HISTÓRIA EM UM MOMENTO E QUE NÃO HOUVE LINHA O SUFICIENTE PARA QUE A COSTURA GANHASSE NOVOS CAMINHOS.

PROF. OZZY diz:

Mas todo tecido quando guardado pode mofar, às vezes faz-se necessário expô-lo ao sol pra evitar que indesejados o ataquem.

TECIDO (CONHECIMENTO)

Reflexão em cadeia de pensamento...

Friedrich Nietzsche diz que Conhecimento não é transcendente, o homem é criador de seus valores. O homem interpreta e dá um sentido humano às coisas, o resultado é o mundo articulado. O conhecimento foi inventado em um minuto, em relação aos cosmos, pelo homem. Foi um minuto mentiroso. A verdade é procurada para ser válida e comum e a linguagem dá as primeiras leis da verdade. A verdade e a mentira seriam relativas, válidas para o ponto de vista humano.

FONTE: http://www.culturabrasil.org/nietzsche.htm

Luria é bastante claro ao afirmar que a grande maioria de nossos conhecimentos provém da transmissão da experiência acumulada historicamente. Se é assim, por que a prática pedagógica deveria rejeitar tal transmissão, ou tê-la como um objetivo menor? Tornou-se tabu no meio pedagógico falar em transmissão de conhecimentos já existentes. Aceita-se até que tal transmissão possa existir, desde que seja apenas um momento para se alcançar o mais desejável, a aprendizagem por si só. Não há dúvidas de que tal concepção revela a força que o ideário escolanovista tem até hoje.

Fonte: Cad. CEDES v.19 n.44  Campinas Abr. 1998. Concepções afirmativas e negativas sobre o ato de ensinar - Newton Duarte.

Salvador diz:

FERNANDO PESSOA SUGERE: É NECESSÁRIO QUE ALGO MORRA, MOFE, PARA QUE OUTRAS VIDAS POSSAM SE ALIMENTAR, MESMO QUE ESSA HISTÓRIA NÃO TE PERTENÇA...

DAÍ O CICLO DE NOVAS COSTURAS E CONSTRUÇÃO DE NOVOS VALORES, EM BUSCA SEMPRE DE NOVOS ALINHAVOS, DE NOVOS DESTINOS (VERDADES).

NÃO RECOMPONDO E SIM TECENDO UMA NOVA HISTÓRIA/COSTURA E AS COSTURAS QUE FIZERAM PARTE DE NOSSAS VIDAS, SERÁ SEMPRE GUARDADO POR UMA LUA (ENÍGMA), UM SOL (VERDADES DO HOMEM), OU QUEM SABE UMA CHUVA (NOSSAS MENTIRAS RELATIVAS).

PROF. OZZY diz:

Embora sol, lua ou chuva façam parte desse ciclo, muitas vezes podem ressecar ou apodrecer esse tecido. Então pra todo tecido tem-se uma hora certa e exata de expô-lo a cada um dos elementos. E assim a vida vai seguindo, cheia de costuras, alinhavos, bordados e, claro, com um dedal (ILUSÃO) sempre a posto pra auxiliar na hora do dedo machucado.

Reflexão...

Para Nietzsche, o homem está sem Deus, sem causa transcendente. O conhecimento é ativo e submisso à vida. O mundo que tem valor é o que criamos ao perceber. Nossas verdades são ilusão.

FONTE:http://www.culturabrasil.org/nietzsche.htm

Salvador diz:

QUANDO FALAMOS EM UM NOVO CICLO, É SINAL QUE UM OUTRO SE FOI DE FORMA LINDA, SEM MACHUCADOS (AS NOSSAS MENTIRAS), FORMA-SE E FICA-SE A ESSÊNCIA DE CADA ALMA, FRAGMENTO (VERDADES DOS HOMENS) QUE PASSAM A SE VER EM UMA NOVA COSTURA.

PROF. OZZY diz:

E como um novo tecido, sempre haverá um novo horizonte e uma nova história.

Salvador diz:

QUE PASSA A ALINHAVAR APENAS UM AMOR PURO, SEM ENVOLVIMENTOS, SEM ZIGUE-ZAGUE, PASSA-SE PARA UMA OUTRA DIMENSÃO, A AMIZADE, ESTE É UM TECIDO DIFERENTE, ESTE É UM NOVO AMANHECER. ESTE QUE MESMO QUE FIQUE SEM SER EXPOSTO AO TEMPO E AOS SEUS ELEMENTOS, SERÃO SEMPRE ETERNOS.

AMOR PURO (A VONTADE EM FAZER...), SEM ENVOLVIMENTO (DISTANCIAR-SE PARA ENTENDER O QUE NOS CERCAM), A AMIZADE (ELO QUE LIGA O HOMEM A ELE MESMO E SUAS ESTRURAS INTERNAS), ELEMENTOS (O MUNDO E SEUS FRAGMENTOS - O MATERIAL E O HUMANO), ETERNOS (O MORRER - O REFAZER - RENASCER).

PROF. OZZY diz:

Renascer...

Renascer a cada rasgo, a cada dor, a cada morte consumada.

Renascer para viver hoje, agora e daqui a pouco.

Renascer, apesar do cansaço, da ferida, do trauma, da desesperança.

Renascer mesmo com a desordem. O caos. A lama. O medo. A solidão.

Renascer para não morrer, desistir, abandonar-me.

Renascer, embora cansada de ser eterna fênix de mim mesma.

Que louco imperativo é a vida…

Alena Cairo

Salvador diz:

O MESMO NOS  DIZ PESSOA: MORRER É PRECISO!

PROF. OZZY diz:

Claro, morrer é preciso, pra que se renasça de uma outra forma.

Salvador diz:

O QUE IMPORTA MESMO, DE ESTE RENASCER OU MORRER OU VICE-VERSA, É QUE SEMPRE SEREMOS OS MESMOS. AS LINHAS, AS CORES, O TEMPO, OS CICLOS, JAMAIS OS MESMOS, MESMO QUE SEJAMOS FÊNIX DE SI OU DE OUTRO!

PROF. OZZY diz:

É mais difícil ser a fênix de si mesmo.

Salvador diz:

MUDAM-SE OS RUMOS, CONSTROEM-SE NOVOS ALINHAVOS, RENASCE PARA UM OUTRO...

PROF. OZZY diz:

O que importa é que a marca da costura permaneça. Por que ai teremos como linha pra seguir um caminho, seja ele novo ou velho.

Salvador diz:

ELA PODE ATÉ PERMANECER, MAS SÓ SERÁ GUIA, OU RECEBERÁ LINHA, SE A ENERGIA DA MÁQUINA QUISER DAR-TE VIDA. ENTÃO SERÁ SEMPRE UMA BOA E BELA MARCA À ESPERA QUEM SABE DE OUTRAS LINHAS QUE POSSAM LHE DAR VIDA.

PROF. OZZY diz:

Mas um pequeno fio poderá dar vida a essa costura e assim novas e até velhas tramas terão início...

Salvador diz:

AÍ É UMA QUESTÃO DE DESEJO, E NEM SEMPRE HÁ UM INTERESSE EM REFAZER UM FIO QUE JAMAIS FOI TECIDO, UMA COSTURA JAMAIS CONCLUÍDA. TRAMAS SÓ EXISTEM PELO SIMPLES FATO DE EXISTIR UM FIO CONDUTOR. PODEM NASCER, RENASCER OU FICAR PELO CAMINHO NA SUA INCOMPLETUDE; E NEM SEMPRE O QUE É COMPLETO É VIVENCIADO, DAÍ NECESSIDADE DE FICAR APENAS COMO MARCA. MAS MARCA BOA.

PROF. OZZY diz:

Não se refaz um fio que jamais foi tecido, este é construído com muito cuidado pra que seja um fio forte e firme que dê firmeza e tenacidade ao tecido do qual ele fará parte.

Salvador diz:

DEPENDE DA ÓTICA DE QUEM COSTURA. NO IMAGINÁRIO A POSSIBILIDADE DE UM NÃO FIO TECER SONHOS É BEM DIFERENTE DO MUNDO REAL E MUITAS VEZES POBRE, PELA NOSSA INCAPACIDADE DE IR ALÉM DO METAFÍSCO.

Reflexão...

  • "O homem é um animal metafísico".
  • "Entre os desejos e as realizações destes transcorre toda a vida humana".
  • "As causas não determinam o carácter da pessoa, mas apenas a manifestação desse carácter, ou seja, as ações". Arthur Schopenhauer

FONTE: http://pt.wikiquote.org/wiki/Schopenhauer

PROF. OZZY diz:

Da ótica e da máquina utilizada...

MÁQUINA (PROFESSOR - ALUNO - INFORMAÇÃO - CONHECIMENTO)

Reflexão...

  • "Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a 'informação', não a 'instrução'. Sua honra é baseada no fato de terem informações sobre tudo, sobre todas as pedras, ou plantas, ou batalhas, ou experiências, sobre o resumo e o conjunto de todos os livros. Não ocorre a eles que a informação é um mero 'meio' para instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma, no entanto é uma maneira de pensar que caracteriza uma cabeça filosófica".
  • "Quando observamos a quantidade e a variedade dos estabelecimentos de ensino e de aprendizado, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditar que a espécie humana dá muita importância à instrução e à verdade".
  • "Os professores ensinam para ganhar dinheiro e não se esforçam pela sabedoria, mas pelo crédito que ganham dando a impressão de possuí-la. E os alunos não aprendem para ganhar conhecimento e se instruir, mas para poder tagarelar e ganhar ares de importante". Arthur Schopenhauer
  • FONTE: http://pt.wikiquote.org/wiki/Schopenhauer

Salvador diz:

ACREDITO... QUE O BARATO DA VIDA É PODER TECER E FILOSOFAR O NASCER, O RENASCER DE FIOS QUE NUNCA EXISTIRAM E OS JÁ EXISTENTES POSSAM TER CONTORNOS E NUANCES...

SEMPRE NOVOS PARA QUE POSSAMOS SEMPRE

CONSTRUIR UM NOVO CICLO...

PROF. OZZY diz:

Eu também acredito nisso. Sempre é hora de reconstruir ou de costurar novos tecidos.

Salvador diz:

ACREDITO TAMBÉM QUE MESMO QUE O DESTINO PASSE NAS VIDAS DAS PESSOAS, MUITAS VEZES A HORA DE TECER FIOS, DAR CONTORNOS, CONSTRUIR AS POSSÍVEIS RECONSTRUÍDAS, NÃO ESTAVA NO TEMPO DE EXISTIR. DAÍ A BELEZA E SUTILEZA DE FICAR GUARDADO EM LUGAR ESPECIAL.

PROF. OZZY diz:

Isso aí, esse lugar especial, especial, especial...

É a alma de cada um de nós.

Salvador diz:

POIS BEM, JÁ COSTURAMOS O BASTANTE POR HOJE! E PRECISO DAR PROSEGUIMENTO AOS FIOS QUE JÁ INICIEI, EM BUSCA DE NOVAS TRAMAS. E TENHA A CERTEZA: VAI FICAR BEM GUARDADA!

Necessidade de uma não ruptura... Os questionamentos seguem....

PROF. OZZY diz:

E como! Só nós temos a chave pra abrir esse cofre/redoma...

Mas isso é o mais interessante de tudo, somos parte de um grande tecido, fios desse tecido.

Salvador diz:

MAS ACREDITO TAMBÉM QUE SÃO TECIDOS FORTES, DE COSTURAS FIRMES, DE PERSONALIDADES MUITO PARECIDAS, DE DESEJOS FORTES E QUE TALVEZ JAMAIS ESTA CHAVE CHEGUE AS NOSSAS MÃOS. MUITAS VEZES VALE UMA ESSÊNCIA BEM GUARDADA NO CORAÇÃO, INVIOLÁVEL, COMO SUTILEZA DE UMA COSTURA ETERNAMENTE LINDA.

PROF. OZZY diz:

Com certeza fios muito forte de grande interação entre si, o que faz com o tecido feito seja muito resistente.

Salvador diz:

O QUE É BELO, É INTOCÁVEL, O QUE É INTOCÁVEL É PURO, O QUE É PURO É VIDA. BELO (O QUESTIONAR), INTOCÁVEL (O SABER DE CADA UM), PURO (TODAS AÇÕES PROVENIENTES DO CONTEÚDO DO CARÁTER).

PROF. OZZY diz:

É essencial à vida...

ESSENCIAL (AMOR EM TUDO QUE FAZ).

E ELES COSTURAM.... CHILIAM...

TALVES PARA MUITOS ESTE DIÁLOGO, RECHEADO DE QUESTÕES NÃO TENHAM SIGNIFICADOS. PARA NÓS, TRATA-SE DE UMA PROVOCAÇÃO NO ATO DE PENSAR, E ESTE ATO DE PENSAR, É PARA NÓS, OATO DE APRENDER, DE AUTO-ENSINAR, DE COSTURAR PALAVRAS E NESSA COLCHA DE RETALHOS FAZER O MUNDO DA EDUCAÇÃO SEMEXER, REVERTER, REENCONTRAR, SE ENCONTRAR. TALVEZ FALTE AINDAESSÊNCIA PARA TECER UM ATO EDUCATIVO, QUE COMO TRAMA DA VIDA, PRECISA DE NOVAS MARCAS, NOVOS ALINHAVOS, NOVOS ZIGUE-ZAGUES, NOVOS TECIDOS EM BUSCA DE SE BORDAR UM NOVO PARADIGMA, QUE NOS PERMITA CONTEMPLAR A PRÓXIMA ERA, RECHEADA DE INFORMAÇÃO, TECNOLOGIAS E TALVEZ POUCO TECIDO DO PENSAR HUMANO.

BORDAM...

TALVEZ SEJAMOS NÓS, OS DOIS, NESSE DIÁLOGO TURVO E MUITAS VEZES LÍMPIDO, MERECEDORESDE NOSSAS PRÓPRIAS REFLEXÕES POR ACREDITARMOS EM UMA EDUCAÇÃO MAIS EFICAZ E EFICIENTE. NÃO PELO QUE FAZEMOS, E SIM PELO FATO DE PERMITIR A NÓS MESMOS, QUESTIONAR COMOS NOSSOS ALUNOS, O TODO, DENTRO DOS FRAGMENTOS DE VIDA.

QUEM SABE OUTROS ESTEJAM NESTA MESMA SINTONIA, PARA ALGUMAS MERAS COSTURAS. PARA MUITOS, ALGUNS TECIDOS, OU VAI SABER, TESSITURAS DO PENSAR...

ALGUÉM AREMATA...

E DEIXAMOS PARA Humberto Mariotti DAR O ARREMATE A ESSA COSTURA/TECIDO - CHAMADA EDUCAÇÃO - NA CERTEZA QUE NÓS EDUCADORES POSSAMOS PENSAR NAS MARCAS, NOS ALINHAVOS, NAS TESSITURAS, NOS PEDALOS, NAS MÁQUINAS. NA CERTEZA QUE PODEMOS FILOSOFAR SONHOS A PARTIR DA PRÓPRIA REALIDADE E TALVEZ POSSAMOS, DE FATO, ENCONTRAR A CHAVE, A REDOMA E O ATO DE ABRIR AS NOSSAS PRÓPRIAS CABEÇAS E ENTENDERMOS QUE: "somos parte de um grande tecido, fios desse tecido", COMO DISSE O MEU AMIGO E MESTRE COLEGA OZZI.

Saber questionar equivale a desencadear um processo de co-educação. Krishnamurti costumava dizer que o verdadeiro problema da educação são os educadores. Marx preocupava-se em saber quem os educaria. Se partirmos do princípio de que o verdadeiro papel dos educadores é formular perguntas adequadas, segue-se que quem os educa são os educandos, ao dar-lhes as respostas.

Nós somos o mundo. Quando perguntamos algo a alguém, é o próprio mundo que se abre para essa pessoa, não para desafiá-la ou constrangê-la, mas para proporcionar-lhe uma oportunidade de modificar-se e, a partir daí, modificá-lo. Do mesmo modo, ao recebermos a resposta é do mundo que ela vem. Nesse sentido, conversar com o outro significa que o mundo está conversando consigo próprio por nosso intermédio - é por isso que conversar significa estar-com, encontrar-se, religar-se, descondicionar-se,libertar-se. Eis a essência da autoprodução.

Fonte: http://www.comitepaz.org.br/Mariotti1_3.htm

DETALHES DA COLCHA...

DESEJAMOS A TODOS OS EDUCADORES NO ANO QUE SE INICIA UMA COLCHA DE RETALHOS CHAMADA VIDA, RECHEADAS DE COSTURAS, LINHAS, TRILHAS, TRILHOS, MARCAS, NUANCES. E QUE O QUESTIONAR SE FAÇA PRESENTE EM TODOS OS ESPAÇOS EDUCATIVOS, PARA QUE POSSAMOS, EM CADA REALIDADE E EM CADA CONTEXTO, NÃO VER A EDUCAÇÃO COMO MODISMOS E MÉTODOS PRONTOS, E ACABADOS SEM PERCORRER AS TRILHAS DAS MÁQUINAS DE COSTURAR E FILOSOFAR SONHOS!  POIS: "Somos o mundo"

ESPEREM A PRÓXIMA COSTURA...

COM UM CARINHO REFLEXIVO,

Os costureiros de Palavras...

Professor Salvador Barletta Nery (Dodô) e Professor Oziel (ZZY).

Salvador Barletta Nery é autor de livros didáticos, literatura infantil, trabalha com formação de professores, treinamento de equipes, construção de projetos educativos, culturais e de cidadania, ilustrador, roteirista, escreve artigos e matérias para o site baianada.com, produtor de programa de TV infantil e é Sócio-gerente da empresa Quadro de Giz Ltda. (Consultoria e Assessoria Educacional, Editorial, Cultural e Multimídia). 

quadrodegiz@homail.com

* Oziel de Pontes é professor, biólogo e pedagogo na cidade de Apiaí/SP, trabalha com crianças, jovens e adultos, atualmente é Presidente de AMO (Associação Ação Morro do Ouro) OSCIP de caráter ambientalista que busca a melhoria das condições sócio-ambientais da região trabalhando especificamente com as questões voltadas à Educação Ambiental.

Copy: Tiago Ribeiro Nery 

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